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5 de março de 2010

Ponte Rio-Niterói - uma balzaquiana indispensável nos dias de hoje

Ontem, dia 04/03, ao ler alguns jornais, fui me dar conta que a Ponte Rio-Niterói estava completando aniversário. Infelizmente esqueci-me de dar-lhe os parabéns na hora, logo eu que antes da Lei Seca costumava semanalmente atravessá-la para tomar um chopp (mentira, um não, muitos...) com amigos e conhecidos de Niterói.


Mesmo atrasado, darei a Ponte os devidos parabéns nesse post.

Desde 1875 existe a visão de uma ligação entre Rio e Niterói sem ter de contornar a Baia de Guanabara por Magé, afinal chega a 100 km esse percurso.

Nem sempre se cogitou em construir uma ponte. De vez e quando a idéia de um túnel era considerada.

Mas o fato mesmo é que as visões e cogitações duraram 88 anos pois só em 1963 foi criado um grupo de trabalho para estudar um projeto de construção de ponte e 1965 foi nomeada para cuidar do projeto.

Em 1968 o Presidente Costa e Slva autorizou o projeto de contrução da ponte ficando a gestão a cargo de Mário Andreazza, Ministro dos Transportes da época. Mário Andreazza iniciou e concluiu a construção da ponte. Inegavelmente foi um tocador de obras, muitas delas faraônicas. Mas à ele é bem provável que se possa aplicar a alcunha de um famoso político de São Paulo, "rouba mas faz". Afinal uma das coisas mais nebulosas da história do Brasil é definir quanto custou a construção da Ponte Rio-Niterói.

O projeto da ponte Rio Niterói foi preparado por um consórcio de duas empresas. A firma Noronha Engenharia, sediada no Rio de Janeiro, preparou o projeto dos acessos no Rio de Janeiro e em Niterói, assim como a ponte de concreto sobre o mar.

 A firma Howard, Needles, Tammen and Bergendorf, dos EUA, projetou o trecho dos vãos principais em estrutura de aço, incluindo as fundações e os pilares.
Os engenheiros responsáveis pelo projeto da ponte de concreto foram Antonio Alves de Noronha Filho e Benjamin Ernani Diaz e o engenheiro responsável pela ponte de aço foi o americano James Graham.

O início simbólico da construção da Ponte foi em 1968 e contou com a presença Rainha da Grã-Bretanha, Elizabeth II, o Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, ao lado do ministro Mário Andreazza. As obras tiveram início efetivo em janeiro de 1969.

A Rainha da Grã-Bretanha não veio a toa inaugurar a obra. O banco responsável por parte do financiamento da obra foi M. Rothschild & Sons, inglês.

O canteiro principal da Ponte Rio de Niterói do Consórcio Construtor Guanabara se localizava na Ilha do Fundão, pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Havia, também, canteiros secundários em Niterói.

As firmas executoras da superestutura em aço foram Dormann & Long, Cleveland Bridge e Montreal Engenharia. A estrutura foi toda fabricada na Inglaterra em módulos, que chegaram ao Brasil por navio.
A fabricação final da ponte de aço, com os elementos pré-soldados da Inglaterra, foi feita na Ilha do Caju, na Baia de Guanabara. A montagem das vigas de aço também foi feita pelas mesmas firmas fabricantes da estrutura.
 Em 4 de março de 1974 a Ponte Rio-Niterói foi entregue, com 13,3 km de extensão e com maior altura de 72 m no vão central.

Existem algumas lendas sobre a ponte como a de que muitos operários foram soterrados vivos quando da construção dos pilares com concreto mas oficialmente apenas 5 mortes foram reconhecidas.

Hoje a Ponte Rio-Niterói está saturada com grandes engarrafamentos diários. Obras paliativas foram feitas em 2009 como passar de 3 para 4 pistas de rolagem mas elas não irão resolver o problema. O Arco Metropolitano é uma possibilidade bem como a construção de um túnel por baixo do Pão de Açucar prevendo a passagens de carros e metrô/ trem.

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